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quarta-feira, 17 de abril de 2013






Não, não te assustes: não fugiu o meu espírito
Vê em mim um crânio, o único que existe
Do qual, muito ao contrário de uma fronte viva,
Tudo aquilo que flui jamais é triste.

Vivi, amei, bebi, tal como tu; morri;
Que renuncie e terra aos ossos meus
Enche! Não podes injuriar-me; tem o verme
Lábios mais repugnantes do que os teus.

Onde outrora brilhou, talvez, minha razão,
Para ajudar os outros brilhe agora e;
Substituto haverá mais nobre que o vinho
Se o nosso cérebro já se perdeu?

Bebe enquanto puderes; quando tu e os teus
Já tiverdes partido, uma outra gente
Possa te redimir da terra que abraçar-te,
E festeje com o morto e a própria rima tente.

E por que não? Se as fontes geram tal tristeza
Através da existência-curto dia-,
Redimidas dos vermes e da argila
Ao menos possam ter alguma serventia.


Lord Byron




Nada escrevi que prestasse até que comecei a amar.
Lord Byron





"Orgulho! desce os olhos dos céus sobre ti mesmo, e vê como os nomes mais poderosos vão se refugiar numa canção."
Lord Byron

Lord Byron





 George Gordon Noel Byron nasceu em Londres. Adquiriu o título de nobreza do tio-vô William, sendo o 6º Barão dos Byron.

Lord Byron (1788-1824) foi poeta inglês do período romântico. Exerceu grande influência na literatura
da época. Suas obras em poemas “Peregrinação de Child Harold”, "Don Juan” e “Beppo” são as mais conhecidas.


Morreu em 1824 depois de contrair uma febre.